Olá Ima, Bertha e colegas
Parabéns!!! Muitíssimo obrigado a todos os envolvidos neste grande
esforço de reunir os trabalhos da Bertha sobre a questão urbana na Amazônia.
Falar da importância da Bertha é de certa forma redundante para todos nós do
GEOMA, mas acho que algumas reflexões sobre o novo trabalho são cabíveis.
A intuição e a visão de Bertha sempre foram essenciais para todo os que
pesquisam a Amazônia. Bertha nunca teve dúvidas em "remar contra a
corrente", especialmente porque nossa agenda de pesquisa é quase sempre
definida a partir de questões cientificas legitimas, mas geradas na perspectiva
dos países desenvolvidos.
Em especial, a intuição da Bertha sobre o papel essencial da questão
urbana na Amazônia indica para um caminho de investigação distinto da maioria
das pesquisas feitas sobre a região. Enquanto a ênfase em programas de pesquisa
como o LBA é nos aspectos físicos e naturais da Amazônia, Bertha diz que a
Amazônia é uma "floresta urbanizada". Ela enfatiza a necessidade de
entender o papel de núcleos urbanos como Sinop, Marabá, Paragominas, Santarém e
Novo Progresso para entender como as instituições se organizam na região.
Bertha ensina que como, a partir de núcleos urbanos estabelecidos a
partir dos anos 1970, o desmatamento pode ser organizado como parte das cadeias
produtivas do gado, soja, leite e madeira. Para entender o desmatamento da
floresta, temos de entender o urbano na Amazônia.
Bertha é uma fonte permanente de inspiração para todos nós. Agradeço a
ela, Ima, Nathalia, Bartholo, Peter e Tatiana por mais esta lição.
Abraços
Gilberto